Televisão Digital Educativa

Modelagem de Conteúdos Interativos | Prof. Dr. Francisco Rolfsen Belda

Vinculação de classes

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As condições para vinculação de conteúdos de forma a comporem uma programação educativa integrada baseiam-se nas sentenças de regras gerais apresentadas no modelo. As condições referentes às regras de números 6, 7 e 8 – que tratam do acesso a meta-conteúdos em suas formas complementar e extra – podem ser explicitadas a partir da discriminação de uma série de conexões possíveis ou necessárias entre as diferentes classes de conteúdo, considerando os critérios temáticos, semânticos ou referenciais que fundamentam sua vinculação em ambientes televisivos, conforme concebidos neste modelo. Desse modo, uma citação pode estar vinculada como conteúdo complementar de referenciação em relação a uma aula, por exemplo, enquanto uma entrevista esteja a ela tematicamente vinculada como conteúdo extra.

Apesar de flexíveis conforme o contexto de aplicação do modelo (considerando os conteúdos disponíveis e os dispositivos de recepção utilizados em cada circunstância), é possível estabelecer algumas regras elementares a partir de padrões usuais de associação entre classes de conteúdo, conforme suas categorias e tipos de vínculos definidos. Por exemplo, seguindo o critério de referenciação, a exibição da classe fotografia tem como co-requisito a exibição das classes legenda e crédito; ao passo que, seguindo o critério semântico, a exibição da classe conceito é pré-requisito para exibição da classe definição, que é pré-requisito para exibição da classe verbete, sucessivamente. Nesse sentido, estabelece-se que:

  • Algumas classes devem manter, necessariamente, relação de pré-requisitos entre si considerando sua vinculação seqüencial (como entre crédito, perfil, currículo e email; conceito, definição e verbete; pergunta e resposta; vinheta e qualquer outra classe; ambiente ou espaço e qualquer outra classe);
  • Algumas classes podem, preferencialmente, manter relação de pré-requisitos entre si considerando sua vinculação seqüencial (como notícia, reportagem, entrevista e debate; qualquer classe e comentário; fórmula e equação; dica e demonstração ou resenha);
  • Algumas classes devem manter, necessariamente, relação de co-requisitos entre si (como crédito e qualquer outra classe; música e vinheta – exceto na categoria texto – ou clipe; legenda e qualquer classe de imagem);
  • Algumas classes podem, preferencialmente, manter relação de co-requisitos entre si (simulação e demonstração; legenda e qualquer outra classe);
  • Algumas classes podem, preferencialmente, vincular-se como conteúdos complementares em relação às classes de aula e palestra (como demonstração, depoimento, pergunta, resposta, dica, fotografia, gráfico, ilustração, figura, conceito, definição, verbete, fórmula, resenha e citação)
  • Para garantir sua usabilidade audiovisual, as classes de vídeo e áudio, quando utilizadas como conteúdo principal, só podem ter como conteúdos complementares (exibidos de forma sincronizada e superposta) classes das categorias de texto, imagem e animação, restando às classes das categorias de áudio e vídeo, neste caso, a vinculação exclusivamente na forma de conteúdos extras (que implicam pausa na exibição da mídia principal);
  • Todas as classes utilizadas como conteúdo principal podem ter, como co-requisito opcional, uma classe equivalente com o mesmo conteúdo organizado em outra categoria, de forma a oferecer ao tele-interator diferentes possibilidades de fruição de uma mesma peça de conteúdo educativo;

Um exemplo dessas possibilidades de vinculação entre conteúdos é apresentada no mapa conceitual da Figura 14, que ilustra, de forma hipotética, uma estrutura de associação entre classes em programação educativa. Esses critérios podem também ser usados como subsídio para a formulação de um quadro específico dos vínculos mantidos entre as diversas classes de conteúdo. Essas relações são especificadas em uma planilha que dispõe, de forma intercruzada, cada uma das classes em diferentes categorias, e pode ser utilizada como um template a ser preenchido por usuários do modelo proposto como forma de prever estruturas de conteúdos em uma programação interativa (Ver Apêndice D da Tese de Doutorado).

Vale observar, nesse sentido, que a condição de conteúdo complementar ou extra, bem como a de pré ou co-requisito entre as classes de conteúdo, depende diretamente da categoria na qual a classe se insere, considerando a existência de classes que se adaptam a mais de uma categoria. Por exemplo: uma notícia pode ser classificada como conteúdo complementar quando estiver em sua forma textual e como conteúdo extra quando estiver em sua forma audiovisual. Da mesma forma, um crédito pode ser um pré-requisito para exibição de um perfil quando este estiver em sua forma audiovisual e ser um co-requisito para a exibição do mesmo perfil na forma de texto.

Note-se ainda que, neste modelo, a indicação de uma classe como pré-requisito de outra não tem valor exclusivo, de forma que diversas classes podem ser apontadas como pré-requisitos da primeira, sem que isso implique, contudo, na necessidade de exibição prévia de todas as classes tomadas como pré-requisito. Assim, no caso da classe comentário, basta que uma das classes apontadas como pré-requisito seja exibida anteriormente para que o comentário possa ser exibido. A pluralidade de classes pré-requisitadas, neste caso, se dá em função de que o comentário deve ser feito em função de um conteúdo anterior sobre o qual se queira fazer uma consideração ou apreciação.

Outra forma de pré-requisito, que pode ser entendida de modo distinto da explicitada no quadro com relação às demais classes, é o que exige a exibição da classe formulário e do recurso de login com antecedência a qualquer operação que exija cadastro ou identificação do tele-interator. Apesar de relacionada a classes de conteúdo, esse tipo de vinculação pode ser mais bem compreendido a partir do mapeamento dos eventos computacionais envolvidos nas interações proporcionadas pelo sistema descrito, conforme expresso adiante.

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Written by Francisco Rolfsen Belda

23/09/2010 às 16:27

Publicado em Dinâmica, Estrutura

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